Uma semana de feriado e para combinar com o frio nada melhor do que um final de semana na serra da mantiqueira no município de Santo Antonio do Pinhal – veja aqui mais informações sobre a cidade.
Para não perdermos a memória dessa viagem e também para dar dicas a quem pretende conhecer a cidade, produzimos um pequeno histórico dos lugares por onde estivemos.

Quinta-feira e a gente já sentia como seria a semana longe do corre-corre habitual. A cidade têm praticamente uma avenida principal e um comércio modesto. Achamos a cidade limpa, bem sinalizada – com muitas placas indicativas -, e praças bem conservadas.
Após algumas voltas pela redondeza e um lanche rápido, fomos em destino à pousada Recanto das Orquídeas, que fica a 5 km do centro.
Não conhecíamos a pousada, mas foi uma boa surpresa. Simplicidade, conforto, a 5 km de Santo Antonio do Pinhal e a 12 km de Campos do Jordão. Um lugar pra descansar, com uma paisagem muito bonita, dois orquidários e excelente receptividade do Rogério (proprietário).
Já instalados e com o mapa começamos a conhecer a região.
A primeira parada : Pico Agudo


Para dar uma idéia da altura (1.703 mts) e do clima que havia feito neste dia (7º as 5:30hrs), essa foto foi tirada as 9:20hr e ainda haviam muitas nuvens. Esperamos por mais 40 minutos para que o tempo abrisse e então enxergarmos todo o vale, inclusive a Pedra do Baú que pode ser avistada desse ponto. Em função do vento forte que fazia nesse dia, os pilotos de vôo livre resolveram não abrir os equipamentos. Triste por não poder voar, continuamos nosso giro pela região saindo para conhecer a BODEGA.
Logo na chegada, muitos tonéis e uma vontade imensa de conhecer o processo de produção das cachaças e dos vinhos artesanais. O armazenamento dos ingredientes, os moinhos etc.. etc.. Nada disso ! nada que é vendido ali, é produzido ali ! O que não quer dizer que os produtos sejam ruins, mas pelo aspecto temático só faltava mesmo ter a produção no local. De resto, muito tonel, muita garrafa, muita degustação e um jardim muito bem cuidado pra render fotos aos turistas.


Dizem que quem vai à Roma quer ver o Papa e quem vai à Disney quer ver o Mickey. Quem vai a Santo Antonio do Pinhal quer ir à Campos do Jordão. Então… vamos para um turismo NADA ECO.


Deixando “graças a Deus” o shopping ao ar livre e o desfile de modas de Campos do Jordão, vamos voltar ao que interessa: MATO, ESTRADA DE TERRA e HISTÓRIA. Nossos destinos depois disso: Estação Eugênio Lefévrè e Cachoeira do Lageado.
Antes passando para um café no “Jardins de Barro”, um ateliê muito legal com peças que são fabricadas no próprio local e um cafezinho coado na hora.
A Estação é um dos marcos históricos da cidade. Na estação foram preservadas as casas dos antigos funcionários da rede ferroviária. Há também uma lanchonete famosa pelo bolinho de bacalhau, um orquidário, um mirante e uma loja de artesanatos e presentes que vende qualquer coisa que você não precisa e outros cacarecos que não levam nenhum símbolo da cidade. Aliás, falando do bolinho, é o primeiro que eu como com formato de hambúrguer. Atualmente a estação serve como rota turística para uma viagem de trem que sai de Campos do Jordão.
Da estação para a Cachoeira do Lageado.
Para chegar lá rodamos uma estrada de terra que termina na antiga estrada para Campos do Jordão. A Cachoeira fica em um parque na beira da estrada. Na entrada para conservação do lugar pagamos uma taxa de R$2,00 por pessoa. A Cachoeira não tem uma queda grande, calculo que pouco mais de 20 metros, mas é suficiente para emocionar quem gosta de natureza. Algumas agências exploram a cachoeira com rapel. (legal pra quem está começando a fazer essa atividade). O parque tem trilhas que margeiam o rio permitindo ao visitante uma sensação boa de andar no meio da mata.
Em função da estrutura local (banheiros, uma pequena lanchonete e quiosques) o lugar deve receber muita gente no verão. Quem, assim como nós, prefere um passeio mais nativo ou lugares sem aglomeração de turistas, não vai gostar daqui se não der a sorte que nós demos do lugar estar vazio. Fora isso, tem tudo a ver com ecoturismo – beleza natural, preservação do meio e desenvolvimento da comunidade local.
Abaixo nós reservamos algumas fotos e um vídeo de 1,3 min com um trecho da estrada e o som da cachoeira

Na entrada uma boa Prosa com o “seo” João Paulo.

































Maravilhoso.
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